Os ardis de satanás

Os ardis de satanás

“Disse o SENHOR a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo e apresenta-te a Faraó; eis que ele sairá às águas; e dize-lhe: Assim diz o SENHOR: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. Do contrário, se tu não deixares ir o meu povo, eis que eu enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus oficiais, e sobre o teu povo, e nas tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, e também a terra em que eles estiverem. Naquele dia, separarei a terra de Gósen, em que habita o meu povo, para que nela não haja enxames de moscas, e saibas que eu sou o SENHOR no meio desta terra. Farei distinção entre o meu povo e o teu povo; amanhã se dará este sinal. Assim fez o SENHOR; e vieram grandes enxames de moscas à casa de Faraó, e às casas dos seus oficiais, e sobre toda a terra do Egito; e a terra ficou arruinada com estes enxames. Chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra. Respondeu Moisés: Não convém que façamos assim porque ofereceríamos ao SENHOR, nosso Deus, sacrifícios abomináveis aos egípcios; eis que, se oferecermos tais sacrifícios perante os seus olhos, não nos apedrejarão eles? Temos de ir caminho de três dias ao deserto e ofereceremos sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus, como ele nos disser. Então, disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que ofereçais sacrifícios ao SENHOR, vosso Deus, no deserto; somente que, saindo, não vades muito longe; orai também por mim.” (Êxodo 8.20-28).

O Senhor estava por retirar seu povo do Egito, que na tipologia bíblica significa para nós hoje o sistema do mundo. O plano de Deus é nos separar especificamente para Ele: “Farei distinção entre o meu povo e o teu povo” (Ex 8.23).

Ardil nº 1

Tentar agradar a Deus e ao mundo simultaneamente (“Chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra.” Ex 8.25).

A proposta de Faraó é tentadora: “oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra.” Isto significa que não precisamos mudar de vida para servir a Deus. Podemos freqüentar as reuniões da igreja, ser dizimistas, ler a Bíblia, etc... Entretanto, continuar na mesma terra, isto é, não precisamos renunciar a nada. Este tipo de vida é abominável ao Senhor e ao mundo também (“Respondeu Moisés: Não convém que façamos assim porque ofereceríamos ao SENHOR, nosso Deus, sacrifícios abomináveis aos egípcios; eis que, se oferecermos tais sacrifícios perante os seus olhos, não nos apedrejarão eles?” Ex 8.26). O sal insípido e sem sabor não tem valor nem para Deus, nem para os homens (Cf. Mt 5.13).

Ardil nº 2

Evitar a cruz (“Então, disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que ofereçais sacrifícios ao SENHOR, vosso Deus, no deserto; somente que, saindo, não vades muito longe; orai também por mim.” Ex 8.28).

O povo de Deus tinha que caminhar três dias no deserto (“Temos de ir caminho de três dias ao deserto e ofereceremos sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus, como ele nos disser.” Ex 8.27). Uma tipologia da cruz de Cristo, com suas implicações de obediência integral (Cf. Fp 2.8).

“...somente que, saindo, não vades muito longe...” (Ex 8.28). A primeira estratégia de satanás é nos tornar meramente religiosos. A segunda é impelir a obediência, a entrega total. Não ir muito longe significa não ser comprometido, ter um coração dividido com o trabalho, com a família, com as coisas desta vida, etc...

Façamos uma reflexão pessoal: De que maneira satanás nos instiga a fazer sacrifícios sem mudança de vida, onde estamos sendo meramente religiosos, se estamos realmente dispostos a seguir o caminho da cruz e quais as situações e circunstâncias  que nos impedem a fazer isto.   

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