O Evangelho

O Evangelho

Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego, visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1:16-17)

Uma das verdades diluídas com o tempo é o evangelho, sua natureza, seu poder, seu propósito, sua eficácia. As conversões de nosso tempo não são exatamente uma resposta ao evangelho, mas muito mais resultados da ação da igreja, seus programas, shows e atividades. O centro do evangelho não é mais Cristo, Sua obra e Seu Reino, mas as necessidades que as pessoas tem de ver suas crises existenciais resolvidas. Por isso voltemos ao evangelho, sua natureza e seu propósito.

1ª Natureza do Evangelho (Rm 1:16)

“...é o poder de Deus...” A igreja medieval dogmatizou o evangelho, sacramentou o batismo, a ceia e o sacerdócio. A vida cristã se tornou mundana e engessada. A renascença e o iluminismo intelectualizou o evangelho, daí então o secularismo e o materialismo tomaram conta. A pos-modernidade contrária e desencantada com tudo isso abraçou o prazer, o lúdico, os sentimentos como referenciais para busca da experiência religiosa. A globalização com sua visão de mercado como novo Deus; comercializou tudo, inclusive a fé, que se tornou vendável nos templos, para se obter prosperidade material. A questão primordial é saber onde está o evangelho, o poder de Deus para salvação daqueles que crêem? Aquele evangelho Cristocentrico (Cristo como centro) que através de Seu Reino invade o palco histórico e muda as pessoas? Precisamos repensar isto.

Quando Paulo fala aos Coríntios, ele orienta acerca da natureza do evangelho (1ª Co 2:1-5 e 4:3-5). Para ele, não consistia em sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e Poder. A fé cristã no Cristo crucificado se apóia no poder de Deus que o levantou dos mortos e o exaltou a direita de Deus como Senhor. Em 2ª Co 4:5, Paulo diz: “Porque nós não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor, e a nós como servos por amor de Jesus”. Nem sabedoria, nem pensamentos humanos.

2ª O Propósito do Evangelho (Rm 1:17)

“...visto que a justiça de Deus se revela no evangelho...” O propósito do evangelho é revelar a justiça de Deus, que restaura o relacionamento correto entre Deus e o homem, que é fruto do dom de Deus, através de seu filho. Em Rm 3:21, lemos: “mas agora sem lei, se manifesta a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas”.

A palavra justiça na Bíblia expressa:

  • O caráter de Deus:

Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste.” (Jo 17:25)

  • O dom oferecido à todos que recebem Cristo:

“Se pela ofensa de um, e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que receberam a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.” (Rm 5:17)

  • Os padrões de vida reta:

“e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.” (Rm 6:18)

“Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com que, de coração puro, invocam o Senhor.” (2ª Tm 2:22)

Concluindo, o evangelho que precisa ser restaurado é aquele que de fato manifesta o poder de salvar as pessoas, e que revela a justiça de Deus aos homens, de fé em fé (conferir 2ª Co 3:18).

 

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