Mais Próximos de Deus

Mais Próximos de Deus

Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha...” (Gênesis 22.9).

Nada mais aquece o coração de Deus do que nossa proximidade d’Ele (Cf. Ex 19.4). O mais importante hoje para nós é sabermos como estar mais próximos de Deus. No texto acima Abraão e Isaque chegam ao lugar que Deus havia designado e ali Abraão edificou um altar. O princípio operante aqui é conhecer nosso lugar em Deus e edificar um altar, uma atitude permanente de consagração, adoração e serviço, onde colocamos todas as nossas expectativas e projetos. E sendo assim, duas coisas se fazem necessárias:

1.      Ter um relacionamento com Deus na base de edificação de altares

“Ora, Moisés costumava tomar a tenda e armá-la para si, fora, bem longe do arraial; e lhe chamava a tenda da congregação. Todo aquele que buscava ao SENHOR saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial. Quando Moisés saía para a tenda, fora, todo o povo se erguia, cada um em pé à porta da sua tenda, e olhavam pelas costas, até entrar ele na tenda. Uma vez dentro Moisés da tenda, descia a coluna de nuvem e punha-se à porta da tenda; e o SENHOR falava com Moisés. Todo o povo via a coluna de nuvem que se detinha à porta da tenda; todo o povo se levantava, e cada um, à porta da sua tenda, adorava ao SENHOR. Falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo; então, voltava Moisés para o arraial, porém o moço Josué, seu servidor, filho de Num, não se apartava da tenda.” (Êxodo 33.7-11)

 

O texto acima nos mostra dois lideres: Moisés e Josué. A presença de Deus visitou Moisés e o povo tinha que ir ao encontro (vs. 7 e 10). A posição de Josué mostra o princípio do altar: “... então, voltava Moisés para o arraial, porém o moço Josué, seu servidor, filho de Num, não se apartava da tenda.” (vs. 11). Ele queria ficar mais na presença de Deus. Era algo permanente em sua vida. Aqui temos o segredo da liderança eficaz, aquela que cultiva a presença de Deus.


“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” (Apocalipse 3.20).

A igreja de Laodiceia próspera, rica, porém espiritualmente morna, sob o perigo de juízo eminente, tinha uma oportunidade ímpar de convidar Jesus: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Porta simboliza o coração. Jesus precisa ser convidado, precisamos anelar por sua presença conosco. Comer a mesa entre os judeus era o gesto mais elevado de comunhão intima, prenuncio da grande ceia no reino futuro de Deus (Cf. Mt 8.11 e Mt 22).

No livro de Gênesis nos capítulos 12 a 15 podemos ver que Abraão edificou cinco altares, que são aqueles que nós também precisamos edificar:

a.      Altar de Adoração

“Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.” (Gn 12.7). 

O Senhor apareceu a Abraão. Jo 4.23-24, diz que Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Sempre que o Senhor nos aparece, Ele tem esta expectativa. Precisamos reconhecer este princípio de Deus e como Josué, não devemos nos apartar da presença de Deus. Devemos anelá-la, buscá-la e obedecer à voz de Deus obtida na revelação ou experiência. Isto é um altar de adoração.

b.      Altar de Inspiração

“Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.” (Gn 12.8).

O encontro de Abraão com Deus se deu na montanha, um lugar elevado, acima das circunstâncias deste mundo. Precisamos estar sensíveis ao Espírito Santo, que nos inspira a ir ao encontro de Deus. Devemos edificar um altar onde somos constantemente inspirados a buscar e estar na presença do Senhor.

c.       Altar de Arrependimento

“Saiu, pois, Abrão do Egito para o Neguebe, ele e sua mulher e tudo o que tinha, e Ló com ele. Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do SENHOR.” (Gn 13.1-4).  

Abraão desceu ao Egito (mundo) e entrou no sistema. Teve que mentir a Faraó, numa atitude de dissimulação, falsidade e mentira. Todavia, voltou para o local onde outrora tinha edificado um altar. Arrependimento é uma obra constante que Deus opera em nós, para que possamos ficar mais próximos d’Ele. Deus nos chamou para sermos santos perante Ele (Ef 1.4).

d.      Altar de Revelação

“E Abrão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e levantou ali um altar ao SENHOR.” (Gn 13.18).  

Abraão mudou sua tenda para longe de Ló. Quando foi chamado, a ordem foi também a de deixar sua parentela (vínculos anteriores). No entanto, em sua peregrinação, Ló seu sobrinho, foi com ele (Gn 12.4 e 13.1). A visão de Ló era diferente de Abraão (Cf. Gn 13.10-12). A separação era necessária. Quando isto ocorreu, Deus deu uma visão a Abraão (Gn 13.14-17). Então Abraão edificou um altar ao Senhor (Gn 13.18).

e.      Altar de Dedicação e Vigilância  

“Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: 'Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande...'    Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho. Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades, umas defronte das outras; e não partiu as aves.  Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava...  E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços. Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates...” (Gn 15.1-21).   

Deus se revela a Abraão, respondendo a inquietação do seu coração (Gn 15.1-7). Abraão inquire a Deus, e este sela sua promessa fazendo uma aliança de sangue com Abraão (Gn 15.9-10). “Aves de rapina” que queriam consumir o sacrifício. Representam demônios ou circunstâncias que tentam impedir nossa dedicação e vigilância. Neste altar temos a aliança de Deus, somos responsáveis por permanecer nela (Gn 15.12-18).

Por causa da decisão de Abraão de andar com Deus, este não poderia lhe ocultar seu plano (Gn 18.17). No livro de Amós, capítulo 3 versos 1 a 7, temos este princípio de Deus de não fazer nada sem primeiro revelar aos seus servos, os profetas. Deus queria um relacionamento pactual com Israel, na base do compromisso de andarem juntos (Am 3.2-3). Este princípio permanece ainda hoje para nós como igreja. Queremos estar próximos de Deus?

O Novo Testamento mostra que Deus quer nos revelar o evangelho. Em Mt 11.25, o mistério é revelado aos pequeninos, uma referência aos discípulos de Jesus que andaram com Ele (Cf. Cl 1.25-27).

2.      Ter um coração de servo

Em João 13.3-17, vemos no verso 3, Jesus dizendo que vai para o Pai, uma posição mais elevada. O evangelho de João quando lido é uma coisa simples. Era um costume judeu lavar os pés de seus hóspedes. Mas no momento um mistério (Jo 13.7). Os discípulos precisavam aprender à servir como condição de estarem mais próximos de Deus (Cf. Lc 22.27 e Mc 10.45).

Princípios para lavar os pés uns dos outros:

a.      Tirar as vestes: Ser transparente, nos abrirmos uns aos (Cf. Tg 5.16). Dar oportunidade as pessoas de verem nossas falhas e necessidades e permitir a elas nos suprir através pela oração, provisão e proteção.

b.      Tirar a toalha: Sermos servos uns dos outros. Jesus alcançou um lugar mais próximo do Pai, por causa de sua condição de servo (Fp 2.5-11).

c.       Cingir os lombos: Estar sob o mesmo jugo, se identificar com as cargas alheias, ajudar a carregá-las.      

 

Conclusão

Se almejarmos estar mais próximos de Deus, tenhamos com Ele uma relação intima, de consagração permanente, na base de edificação de altares que estabeleçam marcos que consolidem nossa aliança com Ele. E que correspondamos a nossa vocação de servir, como expressão de nossa obediência pactual.  

Tópico: Mais Próximos de Deus

Não foram encontrados comentários.

Novo comentário