Família, preparação para o casamento

Família, preparação para o casamento

Os tempos atuais são difíceis e conturbados. Paulo profetizou acerca disto (2ª Tm 3.1-5). Os valores morais, espirituais e normativos da sociedade vigentes até pouco mais de meados do século passado estão sendo amplamente questionados e relativizados especialmente no que concerne ao tema deste artigo. Os relacionamentos da juventude no que se refere à preparação para o casamento estão cada vez mais mundanizados. Santidade e propósito não são mais requisitos necessários na relação entre jovens cada vez mais entregues à imoralidade e libertinagem sexual. Gradativamente vem ocorrendo a negação da instituição do casamento como ordenação juridicamente válida e a família acaba sendo profundamente afetada.

O assunto, portanto, se reveste de vital relevância para uma reflexão e orientação pastoral sadia para esta geração, na sua relação com os pais, igreja, sociedade e conseqüentemente como ela deve se preparar para o casamento. É muito importante também, rever a forma dos pais se relacionarem entre si e com os filhos (o que era estritamente formal, agora abre espaço para uma comunicação mais interativa entre os membros que compõem a família). Os valores que foram referências na relação familiar ruíram, consequentemente, a ausência de regras se faz presente em todos os segmentos sociais, privilegiando uma visão de mundo onde predominam a subjetividade psicológica, a busca da felicidade pessoal e imediata a qualquer custo, além da individualidade egoísta. Estes conceitos vêm influenciando a sociedade e a cultura, que os incorpora e vivencia como um novo padrão de conduta, produzindo desintegração e modificações na maneira como os relacionamentos eram estabelecidos.

Não cabe aqui, em face da complexidade da questão, discutir as distorções, erros e desvios religiosos, políticos e culturais inseridos e popularizados com a modernidade. Pelo fato de o entendimento e valores mais antigos que a sociedade possuía não mais influenciarem a organização da cultura, existe um vácuo onde as mais diversas perspectivas da pós-modernidade são entendidas como igualmente válidas. Se antes tínhamos um pensamento único que coordenava a sociedade e a cultura, agora temos várias formas de elaboração do conhecimento e da verdade, ou mesmo, como muitos defendem, ela não existe mais em termos absolutos.

Como conseqüência, cresce uma espécie de rejeição a todos os valores morais, com reflexo no campo religioso na sua forma de compreender e viver a fé com parâmetros definidos. Não existe mais referências e todo comportamento é válido por si mesmo. Isto, por sua vez, se estende a toda cultura e mais notadamente a instituição familiar. Daí a necessidade de uma reflexão bíblica, teológica e histórica, em especial sobre a família em processo de falência como instituição, e com isto achar caminhos alternativos que orientem e proponham novos rumos onde a relação familiar e a igreja desempenhem papéis relevantes para esta nova ordem sócio-cultural.

A cultura pós-moderna, todavia, não é totalmente anticristã, pois nela é possível encontrar valores mais bíblicos e positivos, que não eram levados em consideração em culturas passadas, como, por exemplo, o valor da mulher e sua nova inserção na sociedade, além de uma maior tolerância à diversidade, que podem facilitar uma reflexão mais profunda na busca pela unidade da igreja inclusive, o que certamente trará benefícios para a  família. Além disso, pode abrir espaço para um entendimento melhor das instruções de Paulo aos Efésios no que se refere à relação familiar no contexto de igreja, onde submissão, mutualidade, amor, respeito, reciprocidade, obediência, disciplina, honra, tratamento adequado, não podem ser impostos como ocorria na modernidade, quando imperava uma racionalidade indiferente e insensível às demandas relacionais mais profundas destes novos tempos (Ef 5.22-33; 6.1-3). Não se trata aqui obviamente de transigir, ignorar e violar mandamentos e ensinos claros das escrituras, mas discernir como eles não fizeram parte ou foram distorcidos e mal interpretados em outras culturas.

Reflexão bíblica, teológica e histórica sobre a família e o casamento.

Nesta jornada, alguns pressupostos se fazem necessários para uma reflexão livre de influências históricas e culturais modeladoras não importando aqui sua origem (social, política, econômica ou religiosa):

  • A família e o casamento não são simplesmente fruto da necessidade biológica sexual ou de perpetuar a espécie. Esta tese é por demais reducionista, e não tem propósito existencial nem transcendência (a reprodução no plano de Deus é um meio e não um fim em si mesma).
  • Também não é somente uma unidade econômica que sustenta os indivíduos e a sociedade (este entendimento igualmente reducionista é materialista, por sugerir a economia como o objetivo principal do casamento e da existência familiar). Não é sem motivo que muitos se casam, vivem e planejam seus futuros em termos econômicos. Daí, o casamento, a família, a profissão, o trabalho etc., se tornam escravos desta cosmovisão. As riquezas se tornam um deus e as formas de alcançá-las, um altar de consagração da vida (Cf. Mt 6.19-21).
  • Finalmente, não são meramente fruto de um contrato social para unir duas pessoas que se amam. Isto tornaria o casamento e a família um mero espaço para satisfação de desejos sexuais egoístas. Daí toda ordem institucional e relacional bíblica e socialmente estabelecidas estariam prejudicadas, como de fato estão. Para refletir sobre a natureza do matrimônio e da relação familiar a palavra de Deus é esclarecedora: “Digno de honra entre vós seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula, porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb 13.4). Aqui tanto a dignidade como santidade se estendem à instituição e aos relacionamentos, que certamente inclui os tempos de preparação, na época o noivado.

Doutra sorte ainda, a família e o casamento são transcendentes no tocante a sua criação e propósito, conforme estabelecidos por Deus (Cf. Gn 1.26-28). Mesmo não sendo instituições cristãs, uma vez que não tiveram seu inicio com Cristo no novo testamento, o casamento e a família, isto é, a união entre homem e mulher, é um mistério que encontra sua plena revelação na relação entre Cristo e a Igreja (Ef 5.31-32). Todavia, como parte da nova criação, sua forma e conteúdo ganham dimensões procedentes desta nova ordem, recebendo dela orientação e propósito (Cf. Ef 5.22-33; 6.1-3). Nem por isso deixam de ser instituições culturais inseridas por Deus na natureza humana e na estrutura da sociedade. Desta maneira a vida familiar interage com a cultura da qual participa. A igreja em sua ação e orientação pastoral deve refletir bíblica, social, histórica e teologicamente sobre estas dimensões, com o objetivo de estabelecer princípios e normas a partir das escrituras e aplicá-las à realidade contemporânea e, desta forma, orientar existencial e transcendententalmente a vida da família, seus relacionamentos e sua interação cultural, como testemunho e modelo para a sociedade presente.

A Família nos tempos bíblicos

O que hoje é conhecido por família difere bastante das formas culturais dos tempos bíblicos mais remotos. Como grupo social, está presente em todas as culturas desde os tempos mais antigos até a atualidade. É um dos meios mais importantes de integração e socialização. As formas mais remotas de família compreendiam a parentela (ascendentes, descendentes e colaterais), se estendendo até a forma mais resumida e contemporânea denominada família nuclear (pai, mãe e filhos). Como agrupamento social, a família tem funções distintas, lugar comum de residência, satisfação de necessidades sexuais e afetivas, cooperação econômica, procriação e meios de promover a socialização de novas gerações, o que a distingue de outros grupos.

A Família no Velho e Novo Testamento

A estrutura familiar do povo de Israel era tribal, formada por vários clãs que eram grupos familiares unidos por laços consangüíneos (Js 7.14-18). Nesta estrutura social cada individuo era membro de uma família e cada família estava unida a outra família formando um clã. Os clãs faziam parte de grupos maiores denominados tribos. Desta maneira a nação de Israel era uma grande família constituída de vários núcleos familiares. O regime era patriarcal, e o pai possuía autoridade inclusive sobre os filhos casados que viviam com ele, sobre suas mulheres, decidindo inclusive se deviam viver ou morrer (Cf. Ex 21.15; Lv 20.9; Pv 20.20). As famílias naqueles tempos eram numerosas, constituídas de maridos, esposas, filhos, concubinas e seus filhos, os filhos casados, as noras, os netos, escravos de ambos os sexos e seus filhos, estrangeiros, as viúvas, os órfãos e todos quantos estavam debaixo de proteção e autoridade do chefe de família. O Pai também cumpria funções sacerdotais.

No novo testamento as famílias não estavam mais divididas em clãs e tribos, embora continue prevalecendo o modelo patriarcal. De um modo geral, era monogâmica, sem exceções de bigamia e poligamia, como se via no velho testamento.

A Família e as relações pré-casamento nos tempos atuais

A família, até meados do século passado, era originariamente rural e estendida (ascendentes, descendentes e colaterais, incluindo até as figuras dos compadres e comadres). Os membros viviam mais próximos uns dos outros. A autoridade era centrada na figura do pai e imperava um clima de cordialidade e responsabilidades mútuas entre seus membros. Com o crescimento urbano  por causa da industrialização, êxodo rural e avanço da tecnologia , este modelo de família foi se desfazendo, restando apenas a família nuclear (pai, mãe e filhos). Por conta do distanciamento progressivo dos demais entes familiares, em função da diversidade de empregos e oportunidades em todas as áreas de atividades (comerciais, industriais e educacionais), não só a família estendida, mas também a nuclear foi se desfazendo.

O novo modelo de sociedade, com o mercado aberto às mulheres, e os filhos também trabalhando ou nas faculdades durante o dia ou à noite, e até mesmo em outras cidades, o lar foi se tornando um dormitório. Desta forma, cada ente familiar se tornou uma unidade autônoma, e os relacionamentos e a socialização foram prejudicados. Doutra sorte ainda, a autoridade na relação entre os pais e destes sobre os filhos começou a sofrer questionamentos, por conseqüência da lógica pós-moderna subjetivista, psicologizante, e da imposição narcisista da nova realidade sócio-cultural centralizada no eu e seus interesses individuais egoístas e mercadológicos.

Não só o casamento, mas o namoro e o noivado também sofreram rupturas tanto nas questões de objetivo, como na maneira de conduzir a relação. O namoro é uma instituição cultural mais recente, não existia nos tempos do Novo Testamento (no judaísmo só existiam o noivado e casamento). Como é conhecido e praticado hoje, o namoro é fruto das mudanças sociais causadas pela urbanização, industrialização, êxodo rural e desenvolvimento da tecnologia. Isto tudo exigiu dos jovens novas formas de se conhecerem antes de assumirem um compromisso mais definido. Recebeu também influência das novas formas de elaboração da verdade, do conhecimento e organização da cultura.

O romantismo e o existencialismo foram as principais rupturas. O Romantismo foi um movimento político, artístico e filosófico que surgiu na Europa no final do século XVIII, com influências que se estenderam até meados do século XX. Era contrário ao racionalismo e objetividade que marcaram a era moderna (século XVIII). Iniciou como apenas um espírito romântico, mas se tornou uma forte cosmovisão baseada no indivíduo, com influências em toda a sociedade. Valorizava os sentimentos, o idealismo utópico, a subjetividade, a fantasia, a imaginação, as idéias liberais, o amor à natureza, os sonhos e o exagero. Privilegiava as emoções e sentimentos sobre a razão. O existencialismo, uma corrente de pensamento pertencente aos séculos XIX e XX, destacava a liberdade individual, a responsabilidade humana por seu próprio destino, a subjetividade e a experiência para conhecimento da verdade mais no sentido existencial. Para esta corrente, as coisas da existência precedem as da essência. Estas rupturas, associadas às influências da psicologia, do pensamento freudiano de liberação do homem instintivo, incentivou a quebra de princípios de autoridade, a imoralidade e a liberalidade sexual como forma de conhecimento antes do casamento.

Reconhecendo as tendências negativas do namoro

(Princípios extraídos do livro: "Sua perfeita Fidelidade" de Eric e Leslie Ludy)

Esta posição pode parecer retrógrada face aos valores da sociedade atual, mas precisamos ter consciência da degeneração da ordem social como conseqüência da queda do homem como relatada em Gênesis 3:

  1. O nível de comprometimento é superficial. O que predomina é a ludicidade, as paixões carnais, o contato físico sem freios. A relação é direcionada para a satisfação física e emocional, sem compromisso com a santidade e com o propósito de Deus para o casamento. O próprio significado do termo namoro: desejar, apaixonar-se, seduzir, cobiçar, cortejar, galantear, atrair, cativar, inspirar, ficar encantado, induz a relação para realizar as paixões da atração física. Toda esta prática se aplicaria perfeitamente à outra fase da relação, ou seja, após o casamento. Antes deste, o resultado é impureza, fornicação e sensualidade. O namoro, portanto, produz intimidade, mas não necessariamente compromisso;
  2. No namoro a atração romântica é a base do relacionamento, não a amizade através da qual as pessoas podem se conhecer melhor. Um relacionamento com base apenas na atração física e sentimentos românticos dura apenas enquanto estas coisas durarem;
  3. Por causa do romantismo, do erotismo e da sensualidade, o namoro chama de amor os sentimentos e a atração física. Nossa cultura, aliás, transforma as palavras amor e sexo em sinônimas;
  4. O namoro, por não ser uma relação definitiva e assertiva para o casamento, estimula o ciúme, a competição e a inimizade entre os jovens. Geralmente isola o casal de outros relacionamentos vitais, como a comunhão da igreja, por exemplo;
  5. O namoro potencializa o foco da juventude nesta relação e o futuro tanto natural como espiritual não é levado em conta. A escolha errada do parceiro afeta e prejudica toda a vida dos envolvidos;
  6. Se alguém recebe o dom de ficar solteiro para melhor servir a causa do reino, mas convive em um ambiente onde o namoro é desvinculado do casamento, o uso indevido desta liberdade é encorajado, causando uma frustração ministerial para esta pessoa, pois seus objetivos não serão atingidos;
  7. O comportamento que agrada a Deus é aquele que permite o crescimento na fé e santidade. Certamente o namoro nas condições atuais bloqueia a ação santificadora do Espírito Santo. O namoro, por sua libertinagem, frauda e rouba esta condição e permite uma licença só permitida aos casados (Cf. 1ª Tm 4.17-8; 1ª Co 9.24-27).

Princípios norteadores para a relação pré-casamento

É certo que a família como instituição, cristã ou não, ou mesmo nas formas através das quais elas se constituem na sociedade, não deixa de ter origem na atividade criacional de Deus. Quando Abrão, depois Abraão, é chamado, sua missão foi ser uma benção para todas as famílias da terra (Gn 12.3). Portanto, a família está inserida por Deus na cultura, seja ela cristã ou não. Daí, a igreja como herdeira em Jesus Cristo das bênçãos prometidas a Abraão deve ser modelo e testemunho para a sociedade. Desta maneira, a família cristã se constitui e se relaciona antes e depois do casamento através de princípios e mandamentos bíblicos que possibilitem não só sua bem aventurança espiritual, social e existencial, senão também sua consciência de ser chamada por Deus para abençoar outras famílias.

Seguem para orientação alguns princípios que devem ser priorizados na relação pré-casamento:

Os interessados em se casarem devem ter experiência de conversão e maturidade espiritual para se comprometerem para o casamento. Os sentimentos e outros objetivos, por mais nobres que sejam não são a base para a relação pré-casamento. Fica descartada as possibilidades de relacionamento para fins de casamento com incrédulos. Santidade tem relação com o chamado de Deus para cumprir uma missão. Foi assim na criação e também o é na redenção (Cf. Gn 1.26-28; 2ª Co 6.14-18);

  1. Revelação de Deus

A igreja é a família de Deus (Ef 2.19). O casamento é um mistério que encontra sua plena revelação na união entre Cristo e a igreja (Ef 5.31-32). As relações da unidade familiar e da criação dos filhos são obtidas da relação entre Cristo e a Igreja (Ef 5.21-33; 6.1-3). Deus é Pai por excelência (Ef 3.14-15), e Jesus o filho modelo do propósito eterno de Deus de ter uma família de muitos filhos iguais a Ele (Rm 8.28-30);

  1. Revelação da Igreja

Os cristãos, se quiserem cumprir seu chamado, não podem escolher motivados apenas por apelos sócio-culturais, aparência externa, sentimentos, afinidades etc. Uma escolha errada pode por a perder toda a carreira cristã. Jesus adverte solenemente que entre as coisas legítimas prevalecentes à época de sua segunda vinda, uma delas seria o casamento com fim em si mesmo ou por outros motivos independentes da vontade e propósito de Deus (Cf. Mt 24.36-38);

  1. Revelação do ministério pessoal na igreja

Poucos têm um ministério de tempo integral. Seria aconselhável que a profissão se ajuste e não prejudique as ações ministeriais. A questão aqui não se relaciona diretamente com o dom espiritual, mas com talentos criacionais dados por Deus que facilite a ação da igreja em sua missão integral. Aqueles que pretendem se casar precisam se conhecer e discutir sobre isto para que não haja incompatibilidades;

  1. Escolha de profissão que se ajuste ao ministério

A família é parte da ordem criacional de Deus com o propósito de multiplicação e testemunho da glória de Deus (Gn 1.16-28). A queda foi um acidente no propósito eterno de Deus. A redenção cumprida mediante Jesus Cristo restaurou o plano divino tanto para a família como para a igreja. Esta tem a missão de manifestar a Glória de Deus (Ef 3.21). A família faz parte da ordem criacional de Deus, mas também foi inserida na natureza humana e interage com a cultura. Daí, ele pode ser um testemunho para todas as famílias como parte da igreja. No Velho Testamento, o lar seria o provedor de toda instrução aos filhos (Dt 8.1-25). No Novo Testamento há uma profunda relação entre a igreja e a casa. Esta era o embrião da igreja e também o espaço sua edificação e expansão (At 16.40; 17.5-6; 18.7; Rm 16.1-5; 16.14-15; etc.). Doutra sorte ainda, os presbíteros ou bispos eram assim reconhecidos não só por suas qualidades espirituais e morais, mais também por suas qualificações domésticas, por serem modelos para o rebanho (Cf. 1ª Tm 3.1-7; Tt 1.5-9).

  1. Revelação da família no propósito de Deus

Fica claro, que a juventude precisa rever seus conceitos de como se preparar para o casamento e não apenas seguir o curso deste mundo. Deve antes de tudo, orar, se envolver na obra de Deus, consultar seus pais e lideres espirituais, desenvolver uma amizade cristã antes de qualquer compromisso definido. Doutra sorte, a igreja e sua liderança devem ter definições claras sobre este assunto para orientar com sabedoria e amor os jovens através daquilo que chamamos de discipulado ou acompanhamento pastoral. Estes devem estar cônscios que o reino de Deus é uma nova ordem onde todos os relacionamentos devem ser mediados por Jesus e suas palavras e não por padrões culturais cada vez mais degenerados. À Deus toda a Glória.

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