A excelência do ministério do Espírito Santo

13-11-2010 00:00

 

“O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” (2ª Co 3:6).

O contexto do versículo acima revela a superioridade do novo pacto, por se tratar de uma operação do Espírito de Deus no coração, capaz de transformar os homens à imagem de Cristo (Comparar 2ª Co 3:1-5 com 2ª Co 3:18).   

I – Natureza do ministério do Espírito Santo

 “Começamos, porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós?  Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” (2ª Co 3:1-6).

1.     Possui ministros qualificados por Deus

 “...a nossa suficiência vem de Deus” Suficiência, no original grego: “Hikanotes”, significa capacidade, aptidão, qualificação, habilidade. Nos textos de Rt 1:20-21; Jó 21:15, 31:2, 39:31 e 40:2, na versão septuaginta “Ikanos”, como derivação de El Shaddai, é um dos nomes de Deus e significa “Suficiente”. A idéia toda, isto é, a qualificação de Paulo como ministro da nova aliança vinha do “Todo Suficiente” (Comparar 1ª Co 15:10 e 2ª Co 12:9).

2.     Possui ministros recomendados pelo fruto de ministério

“Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração...” (2ª Co 3:2). Paulo denuncia aqueles que precisam de carta de auto recomendação (Cf. 2ª Co 5:10; 10:2, 18 e 12:11). Não que o método em si fosse errado, Paulo mesmo usou deste expediente (exemplo: A epistola de Filemon, o décimo sexto capítulo da epistola aos romanos). O contraste aqui é entre seu ministério e aqueles que se valiam unicamente deste método, para autenticar sua autoridade, sem, contudo frutos de ministério verdadeiro que produz vida.  

Os resultados do ministério do Espírito Santo na vida de Paulo eram incontestáveis:

“Vós sois a nossa carta...” Recomendação personalizada e encarnada;

“... escrita em nosso coração...” Interior e permanente;

“... conhecida e lida por todos os homens...” Recomendação pública.

3.     Inspira uma dinâmica interna motivada por Deus, tendo Cristo como mediador.

“E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus” (2ª Co 3:4)

“Confiança” no original grego “pepoithesis” significa estar convencido, persuadido, certo, etc. Paulo estava, portanto, plenamente convicto do seu trabalho e da fonte originária do poder que tornara possível a realização de tal trabalho (comparar 2ª Co 1:12-15).

“... por intermédio de Cristo...” se refere ao chamamento de Paulo e a comissão e poder que ele recebeu de Cristo, para realizar eficazmente seu ministério.

4.     Possui maior glória

“Como não será de maior glória o ministério do Espírito!” (2ª Co 3:8). O ministério da nova aliança, prometida em Jr 31:31-33.

a.     Não é um ministério da letra (2ª Co 3:6). O que está em foco, é todo sistema legal do antigo pacto que não produz a salvação e não contém as bênçãos espirituais que alcançamos em Cristo (Cf. Rm 3:19-20; 7; 8:11-17 e Gl 3:1-14). 

b.     Não é um ministério de morte (2ª Co 3:7).

O ministério da lei trazia pleno conhecimento do pecado e a conseqüente condenação diante de um Deus Santo. O ministério do Espírito é a afirmação divina de quem em Cristo, recebemos perdão dos pecados, vida interior e herança espiritual.

O contraste é que o ministério do Espírito é gravado em “Tábuas de carne”, isto é, no coração humano, tendo, portanto glória permanente. Já o ministério de morte foi gravado em “Tábuas de pedra”, e tinha glória desvanecente, no grego “Katargeo”, que significa glória que será abolida, colocada de lado, removida tornada ineficaz e, portanto, inútil.        

A dispensação do Espírito Santo é superior, portanto, à dispensação da letra em relação a:

a.     Natureza essencial – O ministério da letra produz morte (Cf. Rm 7:5, 10, 11 e Gl 3:10, 21, 22);

b.     Forma externa – Gravada em tábuas de pedra (Cf. Ex 24:12 e 31:18) e,

c.      Glória desvanecente (Cf. 2ª Co 3:7, 13).

A lei mosaica tinha sua própria glória e utilização, mas era uma dispensação de morte, não podia transmitir vida, embora a lei possua boas indicações sobre a que consiste a perfeição moral (Cf. Rm 7:12-14).

II – Responsabilidade humana face ao ministério do Espírito Santo.

 “Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.” (2ª Co 4:1-6).

1.     Não desfalecer

 “... não desfalecemos...” (2ª Co 4:1). Desfalecer, tradução do grego “egkakeo”, que significa perder a coragem, cansar-se, temer, desesperar-se, ficar desencorajado. O mesmo verbo se encontra em 2ª Co 4:16; Lc 18:1; Gl 6:9; Ef 3:13 e 2ª Tm 3:13). A mesma misericórdia que nos salvou (Ef 2:4-6), nos fortalecerá em nossa consagração para fazer a vontade de Deus (Cf. Rm 12:1-2).

2.     Ser transparente e verdadeiro

“... coisas que, por vergonhosas, se ocultam...” (2ª Co 4:2). Pode ser traduzida como coisas ocultas da vergonha. Se refere àqueles que lançam um individuo no opróbrio através de métodos traiçoeiros e difamantes. A fórmula de Paulo para rejeitar as acusações que lhe eram feitas consistia em: 

a.     Não andar com astucia;

b.     Não adulterar a palavra de Deus e,

c.      Ser recomendado por Deus através da verdade em palavras e ações.

3.     Pregar o evangelho

“Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto...” (2ª Co 4:3). Este versículo faz ligação com o anterior, que faz referência ao caráter da pregação de Paulo (2ª Co 4:2) e com os versículos seguintes, que revelam o conteúdo de sua mensagem (2ª Co 4:4-6). Existem duas espécies de véus dentro do contexto (capítulos 3 e 4):

a.     Véu doutrinário

 A perversão ou cristalização de doutrina, ou sistema doutrinário à parte da presença viva de Deus, cega as pessoas para a verdade. É o que acontecia com os judeus (2ª Co 4:4).

b.     Véu espiritual

Se refere à toda atividade de satanás que impede as pessoas de conhecerem a verdade (2ª Co 4:4).

Contudo, a pregação do evangelho puro (caráter e conteúdo) é a única maneira de remover o véu e abrir o entendimento espiritual (2ª Co 3:16 e 4:6). A referência: “... para os que se perdem...” (2ª Co 4:3), pode ser traduzido como: “... aqueles que estão perecendo...” isto é, na condição de não salvos, estão sob sentença de morte e condicionados ao juízo vindouro. Não obstante, o evangelho da glória de Cristo, pode tirá-los desta condição. Daí nossa responsabilidade de pregar o evangelho. Que evangelho? A resposta é simples: “Cristo como Senhor e nós como servos, por amor de Jesus” (2ª Co 4:5). E aqui temos a expressão mais excelente do ministério do Espírito: “Revelar a glória de Deus na face de Cristo” (2ª Co 4:6). Daí a razão de contemplar ao Senhor (2ª Co 3:18).

III – Natureza do poder de Deus através do ministério do Espírito Santo

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida. Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos, sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco. Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus.” (2ª Co 4.7-15).

1.     Opera na fraqueza humana

a.     Compreendendo o poder de Deus e a fragilidade humana: “... a excelência do poder seja de Deus e não de nós.”  

  • “Temos, porém, este tesouro...”, se refere à todas as promessas do evangelho, que são nossas através da mediação do Espírito Santo.
  • “... em vasos de barro...” A natureza humana e sua fraqueza e fragilidade. Uma alusão à Gn 2:7, que declara que o homem foi feito do pó da terra.
  • “... para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” A palavra excelência, no grego “Hyperbole” significa excesso, qualidade extraordinária, algo transcendente. Este poder excessivo, extraordinário e transcendente só pode ser atribuído à Deus, não ao vaso, devido sua fragilidade.

b.     Dinâmica do poder de Deus, agindo na fragilidade humana.

Produz vitória nas tribulações e perturbações (2ª Co 4:8-9)

  • “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados...”

“Atribulados” Tradução do verbo grego “cithlibo”, que significa oprimir, pressionar, afligir. “Não angustiados” Vem do verbo grego “stenochoreo”, que significa amontoar, confinar, restringir. Neste contexto talvez signifique esmagar. Paulo foi oprimido, pressionado e afligido em seu ministério. Ele se refere a isto como lutas por fora e temores por dentro (Cf. 2ª Co 7:5). Todavia, não foi restringido, confinado ou esmagado pelas tribulações. Deus, através do Espírito Santo sempre lhe foi suficiente em tudo. Ele cumpre fielmente suas promessas (Cf. Sl 34:4-6, 18, 19).

  •  “... perplexos, porém não desanimados...”

“Perplexos” no grego “aporeo”, significa desorientação, dúvida, perturbação. “Desanimados” é a mesma palavra usada na expressão anterior. Contém, todavia uma preposição que lhe dá mais intensidade “Eksporeo”. Aqui significa profundo desespero, despertar-se da própria vida a ponto de não querer mais viver, encontrar-se em intensa dificuldade. Existem situações, circunstâncias que são um verdadeiro teste à nossa fé, uma espécie de Getsêmane. Paulo passou por elas e foi poderosamente sustentado por Deus. Esteve desorientado, em dúvida, perturbado, porém não a ponto de ser vencido por estas situações. O Espírito Santo lhe assistiu nestas fraquezas.

  • “... perseguidos, porém não desamparados...”

“Perseguidos”, significa excluídos, expulsos, caçados, etc. “Desamparados” significa excluídos, abandonados, deixados para trás. Paulo sofreu constantes perseguições em seu ministério (At 13:50; 14:5-6; 14:19; 16:19-24; 17:13-14; 19:23-40; etc.). Mas o Senhor era com Ele, e o revestiu de forças para que a pregação do evangelho fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem (2ª Tm 4:17). Ele foi excluído de relacionamentos, expulso das cidades por causa do evangelho, contudo nunca foi abandonado, esquecido ou deixado para trás. Deus esteve sempre com ele, “um vaso de barro” que continha as promessas de Deus, que revelava, desvendava aos olhos humanos a glória de Deus na face de Cristo, à quem servia (2ª Co 2:14-17).

  • “... abatidos, porém não destruídos.”

“Abatidos” no grego “Katabalo”, significa lançar por terra, derrubar. “Destruídos” no grego “apollumi”, significa arruinar, destruir. Este verbo também é usado para morrer, perecer fisicamente, que pode ser o sentido que Paulo quis dar aqui, ou perda de eficácia.  Muito embora as perseguições o abatiam, derrubavam suas forças interiores, lançavam por terra muito de suas expectativas, jamais Paulo foi arruinado, destruído. Seu evangelho nunca perdeu a eficácia.

Traz identificação com os sofrimentos, morte e ressurreição de Cristo (2ª Co 4:10-12).

  • “Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.”

Esta união nos sofrimentos, morte e ressurreição de Cristo ocorre no presente, não somente no futuro. Esta glória são para aqueles que sofrem juntamente com Cristo (Cf. Rm 8:17).

  •  "Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.”

Aqui Paulo repete o mesmo pensamento do versículo anterior, adicionando a causa “Por causa de Jesus.”

  •  “De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida.”

A operação da morte (grego “energeo”) liberava o poder de Deus na vida e ministério de Paulo (Cf. Cl 1:29 e Ef 3:20)

Produz testemunho de fé (2ª Co 4:13-15).

  •  “Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos”

Este versículo ensina que o Espírito Santo é o autor da fé, das escrituras e do testemunho. A citação “como está escrito” se refere ao Sl 116:10. “Eu cria, ainda que estivesse sobremodo aflito.” Segundo Paulo, Davi cria e falava durante a aflição, por causa do espírito de fé que lhe era liberado por Deus. Paulo como Davi crê e fala. As duas dispensações estão ligadas pela fé (Cf. Hb 11:39-40).

  •  “sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco.”

Este versículo indica a natureza e conteúdo da fé e pregação de Paulo, a pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo (Cf. Rm 10:7-11).

  •  “Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus.”

Todas as coisas inclui tudo o que o apostolo fez em favor dos coríntios, a fim de que uma completa salvação fosse, obtida. Desta forma, os sofrimentos mencionados nos versículos anteriores visava o bem estar deles, para que a graça multiplicasse, levando muitos à serem gratos a glória de Deus.

Produz renovação interior (2ª Co 4:16).

“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia.” (2ª Co 4:16).

  •  “Por isso, não desanimamos”

O mesmo verbo do primeiro versículo “Egkakeo” significa não perder a coragem durante as aflições.

  •   “mesmo que o nosso homem exterior se corrompa”

O homem exterior corresponde aos “vasos de barro” de 2ª Co 4:7 e a casa terrestre de 2ª Co 5:1. O homem exterior está preso às condições da natureza humana decaída. Esta em estado de corrupção (vs. 16) e um dia vai ser desfeitos por Deus (2ª Co 5:1).

  •  “contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia.”  

Esta é a chave contra o desânimo, Deus em meio as tribulações, através do Espírito Santo está operando uma renovação contínua no homem redimido, aquele que nas palavras de Pedro é o do coração, que está capacitado à unir-se o incorruptível (Cf. 1ª Pe 3:4).

Produz eterno peso de glória (2ª Co 4:17).

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2ª Co 4:17).

Paulo desenvolve a mesma idéia em Rm 8:18-25. As aflições podem ser grandes e longas quando vistas do ponto de vista humano. Mas são leve e momentânea se comparadas à glória para a qual estamos sendo transformados pelo Espírito Santo. 

  •   “... produz para nós...”

O verbo grego é “Katergazomai” que significa realizar, produzir, criar. Este verbo se encontra sete vezes nesta epistola (2ª Co 5:5; 7:10-11; 9:11; 12:12). Temos aqui o efeito positivo das aflições, que de acordo com o versículo anterior produzem a renovação do espírito. Neste caso, elas produzem, realizam, “eterno peso de glória.” Esta em foco aqui a glória de Cristo (Cf. 2ª Co 3:18; 4:4 e Ef 3:8), da qual seremos participantes.  

  •  “acima de toda comparação”

O vocábulo grego usado aqui é “hyperbole” que significa algo excessivo, sem medida. A glória ultrapassa as aflições, sem medida de comparação. Ela é excessivamente incomparável.

Fixa nossos olhos nas coisas eternas (2ª Co 4:18).

“Não atentando nós as cousas que se vêem, mas nas que não se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas” (2ª Co 4:18).

Nos versículos anteriores os contrastes eram: 

a.     Este corpo fraco e o espírito renovado (Vs. 16)

b.     O presente doloroso e o futuro glorioso (Vs. 17)

Aqui temos o contraste entre as coisas visíveis e temporárias e as coisas invisíveis e eternas.

  •  “Não atentando nós as cousas que se vêem..." 

Não colocar atenção, não fixar nossos olhos, não estabelecer como nosso principal alvo de nossa existência as coisas visíveis e materiais (Cf. Hb 11:1, 7 e 13:5, 26, onde temos o mesmo pensamento).

  •    mas nas que não se vêem”

Os olhos da fé penetram para além de nossos sentidos naturais, por isso é apresentada como algo que olha para o invisível aos olhos humanos. Coisas invisíveis são aquelas que o Espírito Santo revela ao homem interior objetivando sua transformação e capacitação para compartilhar a glória de Cristo.

 

Concluindo, o ministério do Espírito Santo se realiza em nós e através de nós, dentro da história, capacitando-nos à suportar as tribulações, nelas nos aperfeiçoando, usando a providência divina e a fragilidade e responsabilidade humanas, tudo com o objetivo de revelar a glória de Deus na face de Cristo.    

Tópico: A excelência do ministério do Espírito Santo

Data: 17-08-2012

De: CARLOS ROSEMBERG

Assunto: OBSERVAÇÃO.

AULGUNS TITULOS ESTÃO MUITO APAGADOS!

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